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quarta-feira, 13 de abril de 2011

Vídeo: 40 covers de Trains

Recebi pelo @PorcupineTreeBr esse vídeo fantástico de uma mixagem de 40 versões da música "Trains", do Porcupine Tree. A música é uma das preferidas dos fãs da banda e eu mesmo a utilizo muito para apresentar o grupo britânico a outras pessoas.

A homenagem é ainda mais interessante por conter violões, guitarras, pianos, corais e bater de palmas de todas as partes do mundo. Até um breve violino e um solo de violão brasileiros marcam presença.

Fiquem com o vídeo de uma das melhores faixas de In Absentia por 40 músicos ao redor do mundo. E parabéns ao usuário OHADI22 do YouTube pela edição!


Porcupine Tree e 40 músicos - Trains

terça-feira, 15 de março de 2011

Review: Pure Reason Revolution - The Dark Third


1. Aeropause (5:04)
2. Goshen's Remains (5:45)
3. Apprentice Of The Universe (4:16)
4. The Bright Ambassadors Of Morning (11:56)
5. Nimos And Tambos (3:44)
6. Voices On Winter / In The Realms Of The Divine (6:35)
7. Bullitts Dominæ (5:22)
8. Arrival / The Intention Craft (8:53)
9. He Tried To Show Them Magic! / Ambassadors Return (13:13)

Mais uma banda que eu estava qurendo colocar no Cancelando Ruído já há algum tempo. Os ingleses do Pure Reason Revolution foram uma das minhas maiores "descobertas" ano passado. Apresentando um prog moderno com forte influência da música eletrônica, a banda mostra serviço em seus 3 álbuns já lançados.

O primeiro trabalho da banda, The Dark Third, é o mais fiel às raízes progressivas e, talvez por isso, o que eu mais ouço. O título refere-se ao terço da vida que passamos dormindo, sonhando, inconscientes. Seguindo o tema, as músicas possuem clima aéreo com uma grande quantidade de camadas sonoras e mudanças melódicas.

O combo inicial, "Aeropause", "Goshen's Remains" e "Apprentice Of The Universe", é certamente a sessão musical que eu mais ouvi nos últimos meses. O começo instrumental "floydiano" e a entrada sensacional do vocal de Chloë Alper (que também toca o baixo da banda) já são o suficiente para deixar o ouvinte em alerta.

Mas o restante de "Goshen's Remains" mostra uma superposição de sons impressionante. Quando os violinos invadem o ambiente seguidos por uma profusão de vocais masculinos e femininos você se rende. E ainda nem começou "Apprentice Of The Universe", com bruscas variações entre trechos melódicos e acelerados. Confiram.


Pure Reason Revolution
Aeropause, Goshen's Remains, Apprentice Of The Universe

Mas o épico oficial de The Dark Third é "The Bright Ambassadors Of Morning" e sua pseudo continuação que termina o álbum, "He Tried To Show Them Magic! / Ambassadors Return". Os arranjos vocais dessas músicas são incríveis. A grande participação de órgãos e sitetizadores adiciona ainda mais personalidade às músicas. Outro grande destaque do álbum, que nem precisava mais provar alguma coisa.


Pure Reason Revolution - The Bright Ambassadors Of Morning

Para falar a verdade, esse disco não possui faixas fracas. Apesar de ter destacado os dois momentos mais épicos, as faixas que se seguem são todas excelentes. "Nimos And Tambos" possui de longe o refrão mais empolgante e rápido do álbum, "Voices On Winter / In The Realms Of The Divine" possui os tons mais melancólicos e ótimos duetos, "Bullitts Dominæ" possui boas passagens de violino e mais um refrão interessante. "Arrival / The Intention Craft" talvez seja a faixa menos criativa, sendo um retalho de outros trechos do álbum.

Pure Reason Revolution lançou um excelente primeiro trabalho com The Dark Third, sendo altamente recomendado para os leitores do blog. A única ressalva que faço é que os álbuns seguintes da banda apresentam um foco maior nas influências eletrônicas e nas batidas mais aceleradas. Apesar de eu apreciá-los da mesma forma, alguns podem ficar receosos.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Review: Big Big Train - The Underfall Yard

1. "Evening Star" – 4:53
2. "Master James Of St. George" – 6:19
3. "Victorian Brickwork" – 12:33
4. "Last Train" – 6:28
5. "Winchester Diver" – 7:31
6. "The Underfall Yard" – 22:45

The Underfall Yard, o último disco da banda britânica Big Big Train, foi listado por muitos entre os melhores lançamentos progressivos de 2009. Talvez a principal característica deste álbum seja sua capacidade de mostrar prog de qualidade e ao mesmo tempo ser consideravelmente acessível a quem não ouve tanto o gênero.

A abertura do disco, "Evening Star", já prepara o ambiente para melodias intricadas e agradáveis que virão. Coros e um variado conjunto de instrumentos (destaque para a flauta e para o mellotron) geram agradáveis camadas sonoras sinfônicas.

Em seguida vem a minha faixa preferida, "Master James Of St. George". Já me peguei ouvindo essa música repetidas vezes seguidas... O contraste da melodia suave com o refrão empolgante é sensacional. Conta pontos também os bons solos de guitarra e as quebras de ritmo, ditadas pelas viradas de bateria.


Big Big Train - Master James Of St. George

"Victorian Brickwork" começa lenta e suave, apresentando mudanças constantes, culminando em épicos solos que convergem em um final bem emocionante. A qualidade intrumental é mantida em "Last Train", com um ótimo solo de guitarra, agora mais acelerado, mas sem perder o clima emocionante, mantido pelos coros. "Winchester Diver" parece uma continuação direta da faixa anterior, mas com ênfase nos vocais intensos e nos tons emocionantes.


Big Big Train - Winchester Diver

A longa e épica faixa título encerra o disco muito bem. Aqui o som continua dominado por mellotrons e guitarras. Flautas e coros ajudam a manter o tema sinfônico do álbum. Mas como esperado de uma música de mais de 22 minutos, há varias passagens que alternam velocidade e feeling.

The Underfall Yard não só é altamente recomendado para fãs de prog em geral, como também para aqueles que têm vontade de se aproximar mais desse gênero tão instigante.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Melhores álbuns de 2010

Olá a todos. Estive algumas semanas sem escrever no Cancelando Ruído por causa da correria típica de fim de ano, mas cá estamos de volta!

Para o último post de ano resolvi fazer uma seleção dos melhores álbuns de 2010. Sendo assim, citarei os 5 álbuns que mais me impressionaram neste ano em ordem alfabética pelo nome da banda.

Anathema - Were Here Because Were Here



Anathema - Dreaming Light

O Anathema tem conseguido um nível de qualidade crescente nos seus últimos trabalhos, com um som difícil de rotular que une música suave e complexa em proporções muitas vezes inesperadas. Were Here Because Were Here é, de longe, o disco mais leve da banda, e talvez por causa disso, o mais fácil de se apreciar logo nas primeiras audições. As faixas carregam um clima atmosférico e melódico muito interessante. O onipresente Steven Wilson, líder do Porcupine Tree, foi o responsável pela mixagem do álbum, tendo inclusive mencionado que se tratava de um dos melhores trabalhos que tinha participado.

Angra - Aqua



Angra - Awake From Darkness

Por um acaso do destino acabei não fazendo um review completo do último disco do Angra... Não sei se foi porque ouvi eles ao vivo a pouco tempo, mas o fato é que Aqua é sim um ótimo álbum, muito melhor que o apenas mediano Aurora Consurgens. As músicas mais rápidas mostram um power metal original e de qualidade (além de empolgante ao vivo), enquanto as lentas baladas são memoráveis o suficiente para nos lembrar porque o Angra ainda é uma das melhores bandas brasileiras.

Anima Mundi - The Way



Anima Mundi - Time to Understand

Da série "ainda bem que finalmente conheci essa banda", o Anima Mundi me impressionou com seu progressivo sinfônico de alto nível. Com suas 4 longas e envolventes músicas, The Way se torna melhor cada vez que é ouvido, sempre com novas camadas sonoras a serem descobertas. Clique aqui para ver meu review completo desse excelente álbum.

Blind Guardian - At The Edge of Time



Blind Guardian - Sacred Worlds

Cada vez mais épicos, sinfônicos e progressivos, os bardos do Blind Guardian lançaram um dos melhores (senão o melhor) álbum de Heavy Metal do ano. Com 10 músicas impactantes, At The Edge of Time mantém os alemães no topo e simplesmente precisava estar nesta lista. O review completo do disco pode ser visto aqui.

Haken - Aquarius


O primeiro álbum dos ingleses do Haken é desafiador, original e progressivo até a medula. Com constantes e súbitas mudanças de ritmo, Aquarius tem desde trechos intrumentais de técnica exemplar, estilo Dream Theater, até momentos pesados (quase death metal), passando por sons melódicos e suaves. Um belo (e complexo) pacote sonoro que é difícil de recomendar para quem não curte bandas progressivas, mas obrigatório para todo o resto.


Haken - The Point of No Return (parte 1)


Haken - The Point of No Return (parte 2)

Deixem nos comentários suas listas de melhores discos do ano. Boas festas e um ótimo 2011!

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Estou saindo de viagem neste final de semana e retorno na segunda metade de janeiro. Até lá aproveitem os posts já disponíveis no blog e vamos continuar Cancelando Ruído!

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Review: Riverside - Out of Myself


  1. The Same River (12:01)
  2. Out of Myself (3:43)
  3. I Believe (4:14)
  4. Reality Dream (6:15)
  5. Loose Heart (4:50)
  6. Reality Dream II (4:45)
  7. In Two Minds (4:38)
  8. The Curtain Falls (7:59)
  9. OK (4:46)
Este álbum foi um dos mais cotados por mim para o primeiro post do Cancelando Ruído. Na verdade, nem saberia dizer porque In Absentia levou a disputa. Com uma introdução dessas já pode-se ver o quanto eu aprecio essas 9 músicas aí em cima.

Out of Myself, lançado em 2003, é o primeiro disco da banda progressiva polonesa Riverside. E como todo debut de banda, especialmente daquelas que se consideram representantes do Prog, precisava mostrar algo diferente, chamativo e relevante. Mas o Riverside talvez tenha exagerado um pouco e ido além dessa premissa...

Quando acabei de ouvir "The Same River" já tinha a convicção de que essa banda seria excepcional. A introdução radiofônica, as linhas evasivas de guitarra/baixo cercadas pela bateria segura e a cortina de vocais suaves de Mariusz Duda (que também é baixista) são um início interessante. Então começam os teclados e mellotrons de Jacek Melnicki, ajudando a compor o ambiente. Na metade da música, quando os vocais tomam forma de vez, as camadas de som já são tantas que você se perde na corrente de melodias. Sem medo de ser precipitado, posso afirmar que essa é uma das melhores faixas progressivas que já escutei. E lembrem que é a primeira música do primeiro álbum da banda !


Riverside - The Same River

"Out of Myself" é claramente mais tensa, mostrando a face Progressive Metal da banda, com vocais nervosos que começam leves mas terminam em gritos que contrastam com a beleza dos teclados. "I Believe" começa com cara de interlúdio, com trechos de conversa. Mas o violão que se inicia logo em seguida, acompanhado por Duda no seu melhor momento do disco, torna essa melancólica música imperdível. "Reality Dream" quebra o ritmo lento, com 6 minutos instrumentais mais acelerados de alta qualidade.

A melancolia retorna em "Loose Heart", com solos suaves que denunciam as influências Floydianas e de bandas como Porcupine Tree, o que na verdade é quase uma recursão. Mesmo com os pseudo-guturais no final da música, essa faixa é predominantemente suave e melódica. O clima soturno é seguido pela "Reality Dream II", outra trilha instrumental preenchida com várias camadas sonoras.

Sussurros dão início a "In Two Minds", que possui como destaque as melodias vocais de Duda que parecem se misturar às passagens instrumentais e resultam em uma belíssima ambientação sonora. Uma das melhores do álbum.


Riverside - In Two Minds

"The Curtain Falls" é talvez a música mais completa em Out of Myself. Início e fim suaves, tom psicodélico ditado por coros e sussuros, linha de baixo acelerada e mais uma guitarra nos moldes Floydianos colocam essa música em uma segura segunda posição no disco.


Riverside - The Curtain Falls

"OK" fecha o álbum em um clima lento, suave e atmosférico. inlusive com a presença de um melódico trombone. Alguns podem achar sonolenta demais, outros simplesmente irão aproveitar.

O Riverside teve um início excelente com Out of Myself, trazendo composições elaboradas e agradáveis. Mais empolgante ainda é saber que a banda possui outros 3 discos tão bons ou até melhores, que são obrigatórios para quem como eu já havia se impressionado com este daqui.

sábado, 20 de novembro de 2010

Review: Anima Mundi - The Way


  1. Time to Understand (13:59)
  2. Spring Knocks on the Door of Men (26:32)
  3. Flying to the Sun (9:33)
  4. Cosmic Man (8:18)
Fortemente influenciada por grupos progressivos dos anos 70, principalmente pelo Yes, a banda cubana Anima Mundi lança esse ano seu terceiro trabalho, The Way. Talentosos representantes do Symphonic Prog, esses cubanos utilizam uma grande variedade de instrumentos em suas longas composições, criando verdadeiras viagens musicais.

A primeira música "Time to Understand" se inicia com ar épico, contrastado em seguida pela entrada do vocal melódico de Carlos Sosa. Daí em diante os sons variam com grande rapidez, passagens acústicas, trechos de flauta e diversas variações de teclado. Grande destaque para o final, quando uma guitarra suave coberta por teclados faz um lindo solo, terminando com um clima bem aéreo.


Anima Mundi - Time to Understand

Agora é a vez da faixa verdadeiramente épica, "Spring Knocks on the Door of Men", do alto dos seus 26 minutos. Impressionante como uma música tão longa, de tão agradável, passa tão rápido A grande presença de teclados e o uso de percursão variada às vezes nos faz pensar que estamos ouvindo a trilha sonora de um filme de aventura. Os solos de guitarra no meio da música são sensacionais e fazem o tom ficar um pouco mais melancólico. Mas logo em seguida o caos de teclados e bateria volta, acompanhado por um baixo proeminente. Próximo do final a melodia é suavizada novamente, graças ao retorno do vocal, seguido por flautas e violão.

"Flying to the Sun" é bem energética, com maior presença de vocais e uma bateria mais acelerada, seguida por uma linha de baixo constante. Mas os teclados de Virginia Peraza mais uma vez roubam a cena, tanto nos trechos mais rápidos quanto nos órgãos "de igreja" no meio da música.

"Cosmic Man" é praticamente interconectada à faixa anterior, mas com um ritmo um pouco mais suave. Os grandes destaques aqui são o baixo marcante durante todos os 8 minutos, e os solos de piano no meio da música e de guitarra no final.

The Way é a prova que ainda são lançados discos sinfônicos de excelente qualidade. Toda vez que ouço uma de suas músicas descubro novas passagens, novos instrumentos e viajo ainda mais !

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Review: Opeth - Damnation


  1. Windowpane (7:45)
  2. In My Time of Need (5:50)
  3. Death Whispered a Lullaby (5:50)
  4. Closure (5:16)
  5. Hope Leaves (4:30)
  6. To Rid the Disease (6:21)
  7. Ending Credits (3:39)
  8. Weakness (4:09)

Da série "mais cedo ou mais tarde estaria no Cancelando Ruído", o sétimo disco da banda sueca Opeth, lançado em 2003, certamente é um dos meus preferidos.

Damnation é um pouco "enganador" para quem não conhece a banda, pois o Opeth é reconhecido como sendo um grupo de Death Metal ou Progressive Death Metal. Mas aqui o vocalista Mikael Åkerfeldt emprega somente vocais "limpos", nada de rosnados e guturais que marcaram os trabalhos anteriores.

"Windowpane" já inicia apresentando um tom suave, mas um tanto quanto sombrio. O solo de guitarra no meio da música é especialmente bonito e inspirado. Uma das minhas preferidas.


Opeth - Windowpane

"In My Time of Need" continua o clima intimista com uma melodia ainda mais melancólica. Mas o baixo e os teclados de fundo ainda mantém o clima sombrio, bem típico do Opeth. Aqui a voz do Mikael parece ainda mais realçada que antes. Excelente faixa.

"Death Whispered a Lullaby" apresenta algumas das melhores linhas acústicas e de guitarra do disco. Essa música é um destaque fácil com suas duas passagens mais psicodélicas no meio e no final. Ouvir essa faixa no fone de ouvido aumenta ainda mais a experiência.


Opeth - Death Whispered a Lullaby

"Closure" finalmente apresenta uma bateria um pouco mais diferenciada, mas não chega a ser tão marcante quanto as demais faixas. Talvez seja para dar espaço à fantástica "Hope Leaves" que vem em seguida. Essa música se destaca em todos os sentidos: dedilhados, vocal, linha de baixo, tudo criando um clima bem melódico. Pena que ela seja um pouco curta.


Opeth - Hope Leaves

As últimas três faixas mantém o tom sombrio do álbum, se baseando bastante nos vocais suaves ou nos teclados, principalmente "Weakness", que encerra o disco em um clima quase sinistro proporcionado pela voz de Åkerfeldt.

Tenho certeza que muitos não vão gostar de Damnation na primeira escuta. Mas quem souber aceitar uma proposta mais melancólica e intimista vai adorar todas as oito faixas desse excelente disco do Opeth.

Detalhe, o trabalho foi todo produzido pelo onipresente Steven Wilson, do Porcupine Tree, que mantém boas relações com a banda sueca e inclusive já anunciou um disco em parceria com o Mikael Åkerfeldt para 2011. Impossível não ser incrível.

sábado, 6 de novembro de 2010

Review: Porcupine Tree - In Absentia


  1. Blackest Eyes (4:23)
  2. Trains (5:56)
  3. Lips of Ashes (4:39)
  4. The Sound of Muzak (4:59)
  5. Gravity Eyelids (7:56)
  6. Wedding Nails (6:33)
  7. Prodigal (5:32)
  8. .3 (5:25)
  9. The Creator Has a Mastertape (5:21)
  10. Heartattack in a Layby ( 4:15)
  11. Strip the Soul (7:21)
  12. Collapse the Light into Earth (5:54)
Resolvi fazer no primeiro post do Cancelando Ruído o review de um álbum de uma das minhas bandas preferidas, Porcupine Tree. Essa banda britânica, já consagrada entre fãs de Prog, ainda é bem desconhecida do grande público, mesmo já possuindo 10 obras de estúdio.

In Absentia, lançado em 2002, é considerado o trabalho mais fácil de "absorver" do Porcupine Tree, já que não possui tantas passagens psicodélicas, como nos álbuns anteriores. Mesmo assim, está longe de ser algo trivial como música Pop...


Porcupine Tree - Blackest Eyes

É muito interessante ver a reação das pessoas ao ouvir a primeira faixa, "Blackest Eyes". A primeira impressão que elas costumam ter é a de se tratar de uma banda de Heavy Metal tradicional, por causa da bateria acelerada e a guitarra distorcida. Mas quando o vocal do Steven Wilson se inicia, a música se apresenta mais melodiosa e com um clima até bem intimista, típico da banda. Excelente contraste sonoro.


Porcupine Tree - Trains

Não existem faixas ruins aqui. Mas caso fosse necessário citar alguns destaques, escolheria "Trains", com seu ótimo solo acústico e seu final contagiante, "The Sound of Muzak" com uma bateria sensacional do Gavin Harrison, ".3", com sua linha marcante de baixo e seu clima onírico, e "Heartattack in a Layby", com sua aura de melancolia e um incrível refrão final.


Porcupine Tree - The Sound of Muzak

É importante comentar a versatilidade da banda, que no mesmo trabalho consegue ser pesada, como na instrumental "Wedding Nails" e na "The Creator Has a Mastertape", e leve e melancólica, como em "Gravity Eyelids" e "Collapse the Light into Earth".

Um ótimo álbum, recomendado especialmente para aqueles que não conhecem a banda e não sabem por qual disco começar.

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Tirei os links do Grooveshark, que está bugando...
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