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terça-feira, 5 de abril de 2011

Iron Maiden 2011 - The Final Frontier Tour

Nesse último domingo estive em Recife para prestigiar, pela segunda vez, a melhor banda ao vivo da história do Rock/Metal: Iron Maiden.

Esses britânicos sabem realmente como fazer um espetáculo impactante para seus fiéis seguidores. Com uma setlist equilibrada entre músicas do novo álbum e clássicos, o show foi de fato impecável.

Setlist da turnê:
1- Satellite 15... The Final Frontier
2- El Dorado
3- 2 Minutes to Midnight
4- The Talisman
5- Coming Home
6- Dance of Death
7- The Trooper
8- The Wicker Man
9- Blood Brothers
10- When the Wild Wind Blows
11- The Evil That Men Do
12- Fear of the Dark
13- Iron Maiden
14- The Number of the Beast
15- Hallowed Be Thy Name
16- Running Free

Para mim as melhores músicas foram justamente as que a banda não tocou no show de 2009, mais especificamente "Dance of Death", "The Wicker Man", "Blood Brothers" e "When the Wild Wind Blows". A última provou ser o ponto alto do último álbum, ficando ainda mais impressionante ao vivo.

No final fica a certeza que o Iron continua em forma e que toda vez que eles vierem ao Brasil eu estarei lá, porque realmente vale a pena.

Para quem não foi, resta ver alguns vídeos desse show lendário em Recife (agradecimentos aos usuários que disponibilizaram os vídeos no YouTube).

UP THE IRONS!!!


Iron Maiden - 2 Minutes to Midnight


Iron Maiden - Dance of Death


Iron Maiden - The Trooper / The Wicker Man


Iron Maiden - Blood Brothers


Iron Maiden - The Evil That Men Do / Fear of The Dark


Iron Maiden - The Number of The Beast


Iron Maiden - Hallowed Be Thy Name

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Melhores álbuns de 2010

Olá a todos. Estive algumas semanas sem escrever no Cancelando Ruído por causa da correria típica de fim de ano, mas cá estamos de volta!

Para o último post de ano resolvi fazer uma seleção dos melhores álbuns de 2010. Sendo assim, citarei os 5 álbuns que mais me impressionaram neste ano em ordem alfabética pelo nome da banda.

Anathema - Were Here Because Were Here



Anathema - Dreaming Light

O Anathema tem conseguido um nível de qualidade crescente nos seus últimos trabalhos, com um som difícil de rotular que une música suave e complexa em proporções muitas vezes inesperadas. Were Here Because Were Here é, de longe, o disco mais leve da banda, e talvez por causa disso, o mais fácil de se apreciar logo nas primeiras audições. As faixas carregam um clima atmosférico e melódico muito interessante. O onipresente Steven Wilson, líder do Porcupine Tree, foi o responsável pela mixagem do álbum, tendo inclusive mencionado que se tratava de um dos melhores trabalhos que tinha participado.

Angra - Aqua



Angra - Awake From Darkness

Por um acaso do destino acabei não fazendo um review completo do último disco do Angra... Não sei se foi porque ouvi eles ao vivo a pouco tempo, mas o fato é que Aqua é sim um ótimo álbum, muito melhor que o apenas mediano Aurora Consurgens. As músicas mais rápidas mostram um power metal original e de qualidade (além de empolgante ao vivo), enquanto as lentas baladas são memoráveis o suficiente para nos lembrar porque o Angra ainda é uma das melhores bandas brasileiras.

Anima Mundi - The Way



Anima Mundi - Time to Understand

Da série "ainda bem que finalmente conheci essa banda", o Anima Mundi me impressionou com seu progressivo sinfônico de alto nível. Com suas 4 longas e envolventes músicas, The Way se torna melhor cada vez que é ouvido, sempre com novas camadas sonoras a serem descobertas. Clique aqui para ver meu review completo desse excelente álbum.

Blind Guardian - At The Edge of Time



Blind Guardian - Sacred Worlds

Cada vez mais épicos, sinfônicos e progressivos, os bardos do Blind Guardian lançaram um dos melhores (senão o melhor) álbum de Heavy Metal do ano. Com 10 músicas impactantes, At The Edge of Time mantém os alemães no topo e simplesmente precisava estar nesta lista. O review completo do disco pode ser visto aqui.

Haken - Aquarius


O primeiro álbum dos ingleses do Haken é desafiador, original e progressivo até a medula. Com constantes e súbitas mudanças de ritmo, Aquarius tem desde trechos intrumentais de técnica exemplar, estilo Dream Theater, até momentos pesados (quase death metal), passando por sons melódicos e suaves. Um belo (e complexo) pacote sonoro que é difícil de recomendar para quem não curte bandas progressivas, mas obrigatório para todo o resto.


Haken - The Point of No Return (parte 1)


Haken - The Point of No Return (parte 2)

Deixem nos comentários suas listas de melhores discos do ano. Boas festas e um ótimo 2011!

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Estou saindo de viagem neste final de semana e retorno na segunda metade de janeiro. Até lá aproveitem os posts já disponíveis no blog e vamos continuar Cancelando Ruído!

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Vídeo: Green Jellÿ - Three Little Pigs

Para variar um pouco o estilo dos posts (além de descontrair a sexta-feira) segue uma versão musical "ultra-fucking-hardcore" da história dos "3 Porquinhos" pela banda cômica Green Jellÿ:


Green Jellÿ - Three Little Pigs

Letra para acompanhar:

Why don't you sit right back, and I, I may tell you a tale.
A tale of 3 little pigs and a...big...BAD... WOLF!
Well, the first little piggy, well, he was kinda hick,
He spent most of his days just a-dreamin' of the city,
And then one day, he bought a guitar,
He moved to Hollywood to become a star,
But living on the farm, he knew nothing of the city,
Built his house outta straw, what a pity,
Then one day, jammin' on some chords,
Along came the wolf, knockin' on his door.
''Little pig, little pig, let me in.''
''Not by the hair of my chiny-chin-chin.''
''Little pig, little pig, let me in.''
''Not by the hair of my chiny-chin-chin.''
''Well, I'll huff and I'll puff and I'll blow your house in. Huffand puff and blow your house in.
Huff and puff and blow your house in. Huffin' and a-puffin' andI'll blow your house in!''
Well, the second little piggy, well, he was kinda stokin',
Spent most of his days just-a ganja smokin',
Hoppin' and a-boppin' down on Venice Beach,
Gettin' paid money for religious speech,
Built his shelter from what he garbage picked,
Mostly made up of old cans and sticks,
Then one day he was crankin' out Bob Marley,
Along came the wolf on his big, bad Harley.
''Little pig, little pig, let me in.''
''Not by the hair of my chiny-chin-chin.''
''Little pig, little pig, let me in.''
''Not by the hair of my chiny-chin-chin.''
''Well, I'll huff and I'll puff and I'll blow your house in. Huffand puff and blow your house in.
Huff and puff and blow your house in. Huffin' and a-puffin' andI'll blow your house in!''
Well, the third piggy was a grade A student,
His daddy was a rock star named Pig Nugent,
Earned his Master's Degree from Harvard College,
Built his house from his architect knowledge,
A tri-level mansion, Hollywood Hills,
Daddy's rock stardom paid for the bills,
Then one day came the old house masher,
The big bad wolf, the little piggy slasher,
''Little pig, little pig, let me in.''
''Not by the hair of my chiny-chin-chin.''
''Little pig, little pig, let me in.''
''Not by the hair of my chiny-chin-chin.''
''Well, I'll huff and I'll puff and I'll blow your house in. Huffand puff and blow your house in.
Huff and puff and blow your house in. Huffin' and a-puffin' andI'll blow your house in!''
Well, the big bad wolf, well, he huffed and he puffed all that hecould,
And low and behold the little piggy's house stood,
''It's made out of concrete,'' the little piggy shouted,
The wolf just frowned as he pouted,
So they called 9-11, like any piggy would,
They sent out Rambo just as fast as they could,
Rambo: Yo, wolf face, I'm your worst nightmare! Your ass ismine!
Well, the wolf fell dead as you can plainly see,
And that's the end of story for you and me,
But still give a listen, you just may,
Hear the big wolf and little piggies say,
''Little pig, little pig, let me in.''
''Not by the hair of my chiny-chin-chin.''
''Little pig, little pig, let me in.''
''Not by the hair of my chiny-chin-chin.''
''Well, I'll huff and I'll puff and I'll blow your house in. Huffand puff and blow your house in.
Huff and puff and blow your house in. Huffin' and a-puffin' andI'll blow your house in!''
And the moral of the story is that bands with no talent

Can easily amuse idiots with a stupid puppet show.


Agradecimentos ao @kim_lima por ter me enviado o vídeo !

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Review: Riverside - Out of Myself


  1. The Same River (12:01)
  2. Out of Myself (3:43)
  3. I Believe (4:14)
  4. Reality Dream (6:15)
  5. Loose Heart (4:50)
  6. Reality Dream II (4:45)
  7. In Two Minds (4:38)
  8. The Curtain Falls (7:59)
  9. OK (4:46)
Este álbum foi um dos mais cotados por mim para o primeiro post do Cancelando Ruído. Na verdade, nem saberia dizer porque In Absentia levou a disputa. Com uma introdução dessas já pode-se ver o quanto eu aprecio essas 9 músicas aí em cima.

Out of Myself, lançado em 2003, é o primeiro disco da banda progressiva polonesa Riverside. E como todo debut de banda, especialmente daquelas que se consideram representantes do Prog, precisava mostrar algo diferente, chamativo e relevante. Mas o Riverside talvez tenha exagerado um pouco e ido além dessa premissa...

Quando acabei de ouvir "The Same River" já tinha a convicção de que essa banda seria excepcional. A introdução radiofônica, as linhas evasivas de guitarra/baixo cercadas pela bateria segura e a cortina de vocais suaves de Mariusz Duda (que também é baixista) são um início interessante. Então começam os teclados e mellotrons de Jacek Melnicki, ajudando a compor o ambiente. Na metade da música, quando os vocais tomam forma de vez, as camadas de som já são tantas que você se perde na corrente de melodias. Sem medo de ser precipitado, posso afirmar que essa é uma das melhores faixas progressivas que já escutei. E lembrem que é a primeira música do primeiro álbum da banda !


Riverside - The Same River

"Out of Myself" é claramente mais tensa, mostrando a face Progressive Metal da banda, com vocais nervosos que começam leves mas terminam em gritos que contrastam com a beleza dos teclados. "I Believe" começa com cara de interlúdio, com trechos de conversa. Mas o violão que se inicia logo em seguida, acompanhado por Duda no seu melhor momento do disco, torna essa melancólica música imperdível. "Reality Dream" quebra o ritmo lento, com 6 minutos instrumentais mais acelerados de alta qualidade.

A melancolia retorna em "Loose Heart", com solos suaves que denunciam as influências Floydianas e de bandas como Porcupine Tree, o que na verdade é quase uma recursão. Mesmo com os pseudo-guturais no final da música, essa faixa é predominantemente suave e melódica. O clima soturno é seguido pela "Reality Dream II", outra trilha instrumental preenchida com várias camadas sonoras.

Sussurros dão início a "In Two Minds", que possui como destaque as melodias vocais de Duda que parecem se misturar às passagens instrumentais e resultam em uma belíssima ambientação sonora. Uma das melhores do álbum.


Riverside - In Two Minds

"The Curtain Falls" é talvez a música mais completa em Out of Myself. Início e fim suaves, tom psicodélico ditado por coros e sussuros, linha de baixo acelerada e mais uma guitarra nos moldes Floydianos colocam essa música em uma segura segunda posição no disco.


Riverside - The Curtain Falls

"OK" fecha o álbum em um clima lento, suave e atmosférico. inlusive com a presença de um melódico trombone. Alguns podem achar sonolenta demais, outros simplesmente irão aproveitar.

O Riverside teve um início excelente com Out of Myself, trazendo composições elaboradas e agradáveis. Mais empolgante ainda é saber que a banda possui outros 3 discos tão bons ou até melhores, que são obrigatórios para quem como eu já havia se impressionado com este daqui.

sábado, 13 de novembro de 2010

Review: Blind Guardian - At The Edge Of Time


  1. Sacred Worlds (9:17)
  2. Tanelorn (Into the Void) (5:58)
  3. Road of No Release (6:30)
  4. Ride into Obsession (4:46)
  5. Curse My Name (5:52)
  6. Valkyries (6:38)
  7. Control the Divine (5:26)
  8. War of the Thrones (4:55)
  9. A Voice in the Dark (5:41)
  10. Wheel of Time (8:55)
Inaugurando as bandas de Heavy Metal aqui no Cancelando Ruído em grande estilo: At The Edge Of Time, lançado em julho desse ano pelos alemães do Blind Guardian.

A banda dispensa quaisquer apresentações, já que para muitos ela está no topo do Power Metal há algum tempo, afinal esse já o nono álbum de estúdio deles. Eu já até comentei com o @Mauricio_Farina que o Blind Guardian é uma daquelas poucas bandas que você tem certeza que nunca lhe decepcionam quando lançam um novo trabalho. E eu estava certo.

O interessante dessa vez é a grande quantidade de passagens orquestradas e o instrumental intrincado, o que nos faz pensar que os Bardos estão se aproximando cada vez mais do chamado Progressive Metal, principalmente depois do excelente A Night at the Opera. Rótulos à parte, o Blind possui uma sonoridade muita característica, graças ao poderoso vocal do legendário Hansi Kürsch e as gutiarras aceleradas de Marcus Siepen e André Olbrich (junto com Hansi a principal mente por traz de todas as composições).

A primeira música, "Sacred Worlds" é quase a definição de épico. A introdução orquestrada brilhante que se mistura ao início das guitarras e culmina na voz do Hansi é uma das melhores aberturas de álbum da banda. O fato dela ter mais de 9 minutos é outro bônus muito bem vindo.


Blind Guardian - Sacred Worlds

"Tanelorn (Into the Void)" é aquela música rápida e empolgante bem ao estilo do Blind Guardian, Power Metal em alto nível. "Road of No Release" abusa do uso de piano para alternar passagens rápidas e lentas, mas não chega a ser um dos destaques.

"Ride into Obsession" possui ótimos coros, liderados por um vocal bem sinistro do Hansi, e um solo nervoso de guitarra no meio sensacional. Certamente uma das melhores.


Blind Guardian - Ride into Obsession

"Curse My Name"segue a mesma receita de baladas medievais dos bardos e não decepciona. O instrumental é especialmente interessante, com a presença de flautas e percursões variadas. E então se inicia "Valkyries", um dos grandes destaques também. A faixa é extremamente variada, indo do quase melancólico ao pedal duplo em questão de segundos. Ah, e o refrão é de longe o melhor do álbum.


Blind Guardian - Valkyries

O disco segue com "Control the Divine", com um refrão empolgante, que ao vivo deve ficar excepcional, e "War of the Thrones", outra balada ainda mais suave que "Curse My Name" e tão bonita quanto. Essa música é inspirada no livro "A Game of Thrones", primeiro volume da elogiada série "A Song of Ice and Fire", de George R. R. Martin.

Em contraste, começa a pesadíssima "A Voice in the Dark". Com mais um refrão memorável, segue a linha Power clássica da banda. At The Edge Of Time se encerra da mesma forma que iniciou, com outra música épica, "Wheel of Time". Também um grande destaque do álbum, essa música tem vocais rasgados do Hansi e ótimos coros permeados por mais passagens orquestradas incríveis. A transição instrumental no meio da música nos lembra porque o Blind é uma banda tão aclamada.

A qualidade de At The Edge Of Time é inquestionável. Considero obrigatório para qualquer um que se interesse por Heavy / Power / Progressive Metal.

Encerro o post prometendo a mim mesmo ainda ouvir esses mestres alemães ao vivo !
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