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terça-feira, 15 de março de 2011

Review: Pure Reason Revolution - The Dark Third


1. Aeropause (5:04)
2. Goshen's Remains (5:45)
3. Apprentice Of The Universe (4:16)
4. The Bright Ambassadors Of Morning (11:56)
5. Nimos And Tambos (3:44)
6. Voices On Winter / In The Realms Of The Divine (6:35)
7. Bullitts Dominæ (5:22)
8. Arrival / The Intention Craft (8:53)
9. He Tried To Show Them Magic! / Ambassadors Return (13:13)

Mais uma banda que eu estava qurendo colocar no Cancelando Ruído já há algum tempo. Os ingleses do Pure Reason Revolution foram uma das minhas maiores "descobertas" ano passado. Apresentando um prog moderno com forte influência da música eletrônica, a banda mostra serviço em seus 3 álbuns já lançados.

O primeiro trabalho da banda, The Dark Third, é o mais fiel às raízes progressivas e, talvez por isso, o que eu mais ouço. O título refere-se ao terço da vida que passamos dormindo, sonhando, inconscientes. Seguindo o tema, as músicas possuem clima aéreo com uma grande quantidade de camadas sonoras e mudanças melódicas.

O combo inicial, "Aeropause", "Goshen's Remains" e "Apprentice Of The Universe", é certamente a sessão musical que eu mais ouvi nos últimos meses. O começo instrumental "floydiano" e a entrada sensacional do vocal de Chloë Alper (que também toca o baixo da banda) já são o suficiente para deixar o ouvinte em alerta.

Mas o restante de "Goshen's Remains" mostra uma superposição de sons impressionante. Quando os violinos invadem o ambiente seguidos por uma profusão de vocais masculinos e femininos você se rende. E ainda nem começou "Apprentice Of The Universe", com bruscas variações entre trechos melódicos e acelerados. Confiram.


Pure Reason Revolution
Aeropause, Goshen's Remains, Apprentice Of The Universe

Mas o épico oficial de The Dark Third é "The Bright Ambassadors Of Morning" e sua pseudo continuação que termina o álbum, "He Tried To Show Them Magic! / Ambassadors Return". Os arranjos vocais dessas músicas são incríveis. A grande participação de órgãos e sitetizadores adiciona ainda mais personalidade às músicas. Outro grande destaque do álbum, que nem precisava mais provar alguma coisa.


Pure Reason Revolution - The Bright Ambassadors Of Morning

Para falar a verdade, esse disco não possui faixas fracas. Apesar de ter destacado os dois momentos mais épicos, as faixas que se seguem são todas excelentes. "Nimos And Tambos" possui de longe o refrão mais empolgante e rápido do álbum, "Voices On Winter / In The Realms Of The Divine" possui os tons mais melancólicos e ótimos duetos, "Bullitts Dominæ" possui boas passagens de violino e mais um refrão interessante. "Arrival / The Intention Craft" talvez seja a faixa menos criativa, sendo um retalho de outros trechos do álbum.

Pure Reason Revolution lançou um excelente primeiro trabalho com The Dark Third, sendo altamente recomendado para os leitores do blog. A única ressalva que faço é que os álbuns seguintes da banda apresentam um foco maior nas influências eletrônicas e nas batidas mais aceleradas. Apesar de eu apreciá-los da mesma forma, alguns podem ficar receosos.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Review: Mew - Frengers


  1. Am I Wry? No (4:54)
  2. 156 (4:55)
  3. Snow Brigade (4:22)
  4. Symmetry (5:39)
  5. Behind the Drapes (3:40)
  6. Her Voice Is Beyond Her Years (2:48)
  7. Eight Flew Over, One Was Destroyed (4:48)
  8. She Came Home for Christmas (3:55)
  9. She Spider (4:44)
  10. Comforting Sounds (8:58)
Diretamente da Dinamarca, os integrantes da banda Mew nos trazem desde 1997, quando lançaram A Triumph For Man, músicas difíceis de serem rotuladas. Frengers, de 2003, foi o terceiro álbum do grupo e é o meu escolhido para esse review. Este álbum na verdade é na maior parte formado por regravações de faixas dos dois primeiros discos da banda, sendo assim uma boa introdução à musicalidade do Mew.

Sempre desafiando as barreiras existentes entre o que é pop e o que é cult, a banda tende um pouco para o estilo "ame ou odeie", principalmente por causa da voz "excessivamente" melódica do vocalista Jonas Bjerre. Ok, na verdade a voz dele às vezes parece até de uma criança. Mas a verdade é que ela combina perfeitamente com a proposta da banda de fazer sons que remetem passagens oníricas cercadas por paredes sonoras.


Mew - Am I Wry? No

Aliás, paredes sonoras são o que não falta nesse álbum. O aglomerado de sons, formado por guitarras e teclados, típico de bandas do chamado Shoegaze, foi outro ponto que me chamou a atenção aqui.

Frengers, neologismo para "friends + strangers", possui partes bem diferentes, mas igualmente interessantes, desde as faixas mais diretas, candidatas a single, como "Am I Wry ? No" e "Snow Brigade", até as mais intimistas "Behind The Drapes" e "Her Voice Is Beyond Her Years". Outro ponto alto é "Comforting Sounds", com ritmo crescente bem agradável, concluindo com um longo trecho instrumental.


Mew - Snow Brigade

"Symmetry" merece uma menção especial. Nessa música, Bjerre faz um dueto com uma menina de 13 anos. O resultado é uma impressionante e belíssima canção acústica.


Mew - Symmetry

No final, Frengers é um bom álbum, apesar de não ser para todos. Aqueles que desejam algo mais frenético certamente irão se decepcionar. Mas para músicas mais "viajantes" ou intimistas, é uma excelente escolha.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Review: Brandon Flowers - Flamingo


  1. "Welcome to Fabulous Las Vegas" (4:48)
  2. "Only the Young" (4:19)
  3. "Hard Enough" (4:05)
  4. "Jilted Lovers & Broken Hearts" (4:40)
  5. "Playing with Fire" (5:48)
  6. "Was It Something I Said?" (3:19)
  7. "Magdalena" (3:19)
  8. "Crossfire" (4:18)
  9. "On the Floor" (3:23)
  10. "Swallow It" (2:57)
  11. "The Clock Was Tickin'" (deluxe edition) (4:49)
  12. "Jacksonville" (deluxe edition) (4:01)
  13. "I Came Here to Get Over You" (deluxe edition) (2:21)
  14. "Right Behind You" (deluxe edition) (3:53)
Enquanto os outros integrantes do The Killers anunciam um hiato de pelo menos 1 ano, o vocalista/baixista/tecladista/compositor da banda, Brandon Flowers, lançou este ano seu primeiro trabalho solo, Flamingo. Na verdade, algumas músicas foram aproveitadas do material que Flowers estava escrevendo para o próximo álbum de sua banda principal. Dessa forma, já era esperado que Flamingo tivesse várias semelhanças com discos anteriores do The Killers.

As faixas apresentam uma boa mistura de Rock Alternativo com passagens dançantes, uso de sintetizadores e elementos de Soul e Gospel. Flowers retoma temas recorrentes, como a idolatria à cidade natal da banda, Las Vegas, casos amorosos, a juventude e sua efemeridade. Outros temas que surgem são fé, esperança e salvação, já que Flowers se considera bastante religioso.

Um dos grades destaques do álbum é certamente "Only the Young", ideal para ser tocada diante de grandes multidões. Instrumentação variada (apesar da bateria repetitiva) e refrão que fica na cabeça ad aeternum é uma combinação bem sucedida por aqui.


Brandon Flowers - "Only the Young"

"Hard Enough", levada por um piano minimalista, apresenta bons duetos entre Flowers e Jenny Lewis (vocalista da banda Rilo Kiley). "Jilted Lovers & Broken Hearts" possui trechos de guitarra bem interessantes e um refrão empolgante. "Playing with Fire" diminui bruscamente o ritmo, lenta e quase toda falada. Mas no final mostra bons coros e uma guitarra hipnotizante.


Brandon Flowers - "Jilted Lovers & Broken Hearts"

"Was It Something I Said?" é feliz demais para mim e recebe facilmente o título de faixa mais fraca. A breve "Magdalena" tem instrumentação bastante agradável que acompanha bem as letras que buscam redenção. "Crossfire" é a baladinha clássica feita para virar single. Não chega a ser um destaque (como a irresistível Charlize Theron, no videoclip da música), mas agrada.

Bem destoante das outras faixas, a gospel "On the Floor" conta inclusive com coros do Las Vegas Mass Choir, criando um clima diferenciado muito bem vindo. Infelizmente, "Swallow It" acaba não fechando bem o disco, sendo simplista e genérica demais. Das músicas bônus da versão deluxe, gostei bastante das ótimas "Jacksonville" e "Right Behind You", com a clássica mistura de balada e música eletrônica do The Killers.


Brandon Flowers - "Jacksonville"

Flamingo não vai converter quem não gosta do estilo característico de compor de Flowers. Mas dificilmente quem gosta de The Killers não vai gostar desse disco. Para estes, Flamingo é uma recomendação fácil.
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