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sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Melhores álbuns de 2010

Olá a todos. Estive algumas semanas sem escrever no Cancelando Ruído por causa da correria típica de fim de ano, mas cá estamos de volta!

Para o último post de ano resolvi fazer uma seleção dos melhores álbuns de 2010. Sendo assim, citarei os 5 álbuns que mais me impressionaram neste ano em ordem alfabética pelo nome da banda.

Anathema - Were Here Because Were Here



Anathema - Dreaming Light

O Anathema tem conseguido um nível de qualidade crescente nos seus últimos trabalhos, com um som difícil de rotular que une música suave e complexa em proporções muitas vezes inesperadas. Were Here Because Were Here é, de longe, o disco mais leve da banda, e talvez por causa disso, o mais fácil de se apreciar logo nas primeiras audições. As faixas carregam um clima atmosférico e melódico muito interessante. O onipresente Steven Wilson, líder do Porcupine Tree, foi o responsável pela mixagem do álbum, tendo inclusive mencionado que se tratava de um dos melhores trabalhos que tinha participado.

Angra - Aqua



Angra - Awake From Darkness

Por um acaso do destino acabei não fazendo um review completo do último disco do Angra... Não sei se foi porque ouvi eles ao vivo a pouco tempo, mas o fato é que Aqua é sim um ótimo álbum, muito melhor que o apenas mediano Aurora Consurgens. As músicas mais rápidas mostram um power metal original e de qualidade (além de empolgante ao vivo), enquanto as lentas baladas são memoráveis o suficiente para nos lembrar porque o Angra ainda é uma das melhores bandas brasileiras.

Anima Mundi - The Way



Anima Mundi - Time to Understand

Da série "ainda bem que finalmente conheci essa banda", o Anima Mundi me impressionou com seu progressivo sinfônico de alto nível. Com suas 4 longas e envolventes músicas, The Way se torna melhor cada vez que é ouvido, sempre com novas camadas sonoras a serem descobertas. Clique aqui para ver meu review completo desse excelente álbum.

Blind Guardian - At The Edge of Time



Blind Guardian - Sacred Worlds

Cada vez mais épicos, sinfônicos e progressivos, os bardos do Blind Guardian lançaram um dos melhores (senão o melhor) álbum de Heavy Metal do ano. Com 10 músicas impactantes, At The Edge of Time mantém os alemães no topo e simplesmente precisava estar nesta lista. O review completo do disco pode ser visto aqui.

Haken - Aquarius


O primeiro álbum dos ingleses do Haken é desafiador, original e progressivo até a medula. Com constantes e súbitas mudanças de ritmo, Aquarius tem desde trechos intrumentais de técnica exemplar, estilo Dream Theater, até momentos pesados (quase death metal), passando por sons melódicos e suaves. Um belo (e complexo) pacote sonoro que é difícil de recomendar para quem não curte bandas progressivas, mas obrigatório para todo o resto.


Haken - The Point of No Return (parte 1)


Haken - The Point of No Return (parte 2)

Deixem nos comentários suas listas de melhores discos do ano. Boas festas e um ótimo 2011!

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Estou saindo de viagem neste final de semana e retorno na segunda metade de janeiro. Até lá aproveitem os posts já disponíveis no blog e vamos continuar Cancelando Ruído!

sábado, 20 de novembro de 2010

Review: Anima Mundi - The Way


  1. Time to Understand (13:59)
  2. Spring Knocks on the Door of Men (26:32)
  3. Flying to the Sun (9:33)
  4. Cosmic Man (8:18)
Fortemente influenciada por grupos progressivos dos anos 70, principalmente pelo Yes, a banda cubana Anima Mundi lança esse ano seu terceiro trabalho, The Way. Talentosos representantes do Symphonic Prog, esses cubanos utilizam uma grande variedade de instrumentos em suas longas composições, criando verdadeiras viagens musicais.

A primeira música "Time to Understand" se inicia com ar épico, contrastado em seguida pela entrada do vocal melódico de Carlos Sosa. Daí em diante os sons variam com grande rapidez, passagens acústicas, trechos de flauta e diversas variações de teclado. Grande destaque para o final, quando uma guitarra suave coberta por teclados faz um lindo solo, terminando com um clima bem aéreo.


Anima Mundi - Time to Understand

Agora é a vez da faixa verdadeiramente épica, "Spring Knocks on the Door of Men", do alto dos seus 26 minutos. Impressionante como uma música tão longa, de tão agradável, passa tão rápido A grande presença de teclados e o uso de percursão variada às vezes nos faz pensar que estamos ouvindo a trilha sonora de um filme de aventura. Os solos de guitarra no meio da música são sensacionais e fazem o tom ficar um pouco mais melancólico. Mas logo em seguida o caos de teclados e bateria volta, acompanhado por um baixo proeminente. Próximo do final a melodia é suavizada novamente, graças ao retorno do vocal, seguido por flautas e violão.

"Flying to the Sun" é bem energética, com maior presença de vocais e uma bateria mais acelerada, seguida por uma linha de baixo constante. Mas os teclados de Virginia Peraza mais uma vez roubam a cena, tanto nos trechos mais rápidos quanto nos órgãos "de igreja" no meio da música.

"Cosmic Man" é praticamente interconectada à faixa anterior, mas com um ritmo um pouco mais suave. Os grandes destaques aqui são o baixo marcante durante todos os 8 minutos, e os solos de piano no meio da música e de guitarra no final.

The Way é a prova que ainda são lançados discos sinfônicos de excelente qualidade. Toda vez que ouço uma de suas músicas descubro novas passagens, novos instrumentos e viajo ainda mais !
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