quinta-feira, 10 de março de 2011

Review: Mew - Frengers


  1. Am I Wry? No (4:54)
  2. 156 (4:55)
  3. Snow Brigade (4:22)
  4. Symmetry (5:39)
  5. Behind the Drapes (3:40)
  6. Her Voice Is Beyond Her Years (2:48)
  7. Eight Flew Over, One Was Destroyed (4:48)
  8. She Came Home for Christmas (3:55)
  9. She Spider (4:44)
  10. Comforting Sounds (8:58)
Diretamente da Dinamarca, os integrantes da banda Mew nos trazem desde 1997, quando lançaram A Triumph For Man, músicas difíceis de serem rotuladas. Frengers, de 2003, foi o terceiro álbum do grupo e é o meu escolhido para esse review. Este álbum na verdade é na maior parte formado por regravações de faixas dos dois primeiros discos da banda, sendo assim uma boa introdução à musicalidade do Mew.

Sempre desafiando as barreiras existentes entre o que é pop e o que é cult, a banda tende um pouco para o estilo "ame ou odeie", principalmente por causa da voz "excessivamente" melódica do vocalista Jonas Bjerre. Ok, na verdade a voz dele às vezes parece até de uma criança. Mas a verdade é que ela combina perfeitamente com a proposta da banda de fazer sons que remetem passagens oníricas cercadas por paredes sonoras.


Mew - Am I Wry? No

Aliás, paredes sonoras são o que não falta nesse álbum. O aglomerado de sons, formado por guitarras e teclados, típico de bandas do chamado Shoegaze, foi outro ponto que me chamou a atenção aqui.

Frengers, neologismo para "friends + strangers", possui partes bem diferentes, mas igualmente interessantes, desde as faixas mais diretas, candidatas a single, como "Am I Wry ? No" e "Snow Brigade", até as mais intimistas "Behind The Drapes" e "Her Voice Is Beyond Her Years". Outro ponto alto é "Comforting Sounds", com ritmo crescente bem agradável, concluindo com um longo trecho instrumental.


Mew - Snow Brigade

"Symmetry" merece uma menção especial. Nessa música, Bjerre faz um dueto com uma menina de 13 anos. O resultado é uma impressionante e belíssima canção acústica.


Mew - Symmetry

No final, Frengers é um bom álbum, apesar de não ser para todos. Aqueles que desejam algo mais frenético certamente irão se decepcionar. Mas para músicas mais "viajantes" ou intimistas, é uma excelente escolha.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Melhores álbuns de 2010

Olá a todos. Estive algumas semanas sem escrever no Cancelando Ruído por causa da correria típica de fim de ano, mas cá estamos de volta!

Para o último post de ano resolvi fazer uma seleção dos melhores álbuns de 2010. Sendo assim, citarei os 5 álbuns que mais me impressionaram neste ano em ordem alfabética pelo nome da banda.

Anathema - Were Here Because Were Here



Anathema - Dreaming Light

O Anathema tem conseguido um nível de qualidade crescente nos seus últimos trabalhos, com um som difícil de rotular que une música suave e complexa em proporções muitas vezes inesperadas. Were Here Because Were Here é, de longe, o disco mais leve da banda, e talvez por causa disso, o mais fácil de se apreciar logo nas primeiras audições. As faixas carregam um clima atmosférico e melódico muito interessante. O onipresente Steven Wilson, líder do Porcupine Tree, foi o responsável pela mixagem do álbum, tendo inclusive mencionado que se tratava de um dos melhores trabalhos que tinha participado.

Angra - Aqua



Angra - Awake From Darkness

Por um acaso do destino acabei não fazendo um review completo do último disco do Angra... Não sei se foi porque ouvi eles ao vivo a pouco tempo, mas o fato é que Aqua é sim um ótimo álbum, muito melhor que o apenas mediano Aurora Consurgens. As músicas mais rápidas mostram um power metal original e de qualidade (além de empolgante ao vivo), enquanto as lentas baladas são memoráveis o suficiente para nos lembrar porque o Angra ainda é uma das melhores bandas brasileiras.

Anima Mundi - The Way



Anima Mundi - Time to Understand

Da série "ainda bem que finalmente conheci essa banda", o Anima Mundi me impressionou com seu progressivo sinfônico de alto nível. Com suas 4 longas e envolventes músicas, The Way se torna melhor cada vez que é ouvido, sempre com novas camadas sonoras a serem descobertas. Clique aqui para ver meu review completo desse excelente álbum.

Blind Guardian - At The Edge of Time



Blind Guardian - Sacred Worlds

Cada vez mais épicos, sinfônicos e progressivos, os bardos do Blind Guardian lançaram um dos melhores (senão o melhor) álbum de Heavy Metal do ano. Com 10 músicas impactantes, At The Edge of Time mantém os alemães no topo e simplesmente precisava estar nesta lista. O review completo do disco pode ser visto aqui.

Haken - Aquarius


O primeiro álbum dos ingleses do Haken é desafiador, original e progressivo até a medula. Com constantes e súbitas mudanças de ritmo, Aquarius tem desde trechos intrumentais de técnica exemplar, estilo Dream Theater, até momentos pesados (quase death metal), passando por sons melódicos e suaves. Um belo (e complexo) pacote sonoro que é difícil de recomendar para quem não curte bandas progressivas, mas obrigatório para todo o resto.


Haken - The Point of No Return (parte 1)


Haken - The Point of No Return (parte 2)

Deixem nos comentários suas listas de melhores discos do ano. Boas festas e um ótimo 2011!

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Estou saindo de viagem neste final de semana e retorno na segunda metade de janeiro. Até lá aproveitem os posts já disponíveis no blog e vamos continuar Cancelando Ruído!

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Review: Brandon Flowers - Flamingo


  1. "Welcome to Fabulous Las Vegas" (4:48)
  2. "Only the Young" (4:19)
  3. "Hard Enough" (4:05)
  4. "Jilted Lovers & Broken Hearts" (4:40)
  5. "Playing with Fire" (5:48)
  6. "Was It Something I Said?" (3:19)
  7. "Magdalena" (3:19)
  8. "Crossfire" (4:18)
  9. "On the Floor" (3:23)
  10. "Swallow It" (2:57)
  11. "The Clock Was Tickin'" (deluxe edition) (4:49)
  12. "Jacksonville" (deluxe edition) (4:01)
  13. "I Came Here to Get Over You" (deluxe edition) (2:21)
  14. "Right Behind You" (deluxe edition) (3:53)
Enquanto os outros integrantes do The Killers anunciam um hiato de pelo menos 1 ano, o vocalista/baixista/tecladista/compositor da banda, Brandon Flowers, lançou este ano seu primeiro trabalho solo, Flamingo. Na verdade, algumas músicas foram aproveitadas do material que Flowers estava escrevendo para o próximo álbum de sua banda principal. Dessa forma, já era esperado que Flamingo tivesse várias semelhanças com discos anteriores do The Killers.

As faixas apresentam uma boa mistura de Rock Alternativo com passagens dançantes, uso de sintetizadores e elementos de Soul e Gospel. Flowers retoma temas recorrentes, como a idolatria à cidade natal da banda, Las Vegas, casos amorosos, a juventude e sua efemeridade. Outros temas que surgem são fé, esperança e salvação, já que Flowers se considera bastante religioso.

Um dos grades destaques do álbum é certamente "Only the Young", ideal para ser tocada diante de grandes multidões. Instrumentação variada (apesar da bateria repetitiva) e refrão que fica na cabeça ad aeternum é uma combinação bem sucedida por aqui.


Brandon Flowers - "Only the Young"

"Hard Enough", levada por um piano minimalista, apresenta bons duetos entre Flowers e Jenny Lewis (vocalista da banda Rilo Kiley). "Jilted Lovers & Broken Hearts" possui trechos de guitarra bem interessantes e um refrão empolgante. "Playing with Fire" diminui bruscamente o ritmo, lenta e quase toda falada. Mas no final mostra bons coros e uma guitarra hipnotizante.


Brandon Flowers - "Jilted Lovers & Broken Hearts"

"Was It Something I Said?" é feliz demais para mim e recebe facilmente o título de faixa mais fraca. A breve "Magdalena" tem instrumentação bastante agradável que acompanha bem as letras que buscam redenção. "Crossfire" é a baladinha clássica feita para virar single. Não chega a ser um destaque (como a irresistível Charlize Theron, no videoclip da música), mas agrada.

Bem destoante das outras faixas, a gospel "On the Floor" conta inclusive com coros do Las Vegas Mass Choir, criando um clima diferenciado muito bem vindo. Infelizmente, "Swallow It" acaba não fechando bem o disco, sendo simplista e genérica demais. Das músicas bônus da versão deluxe, gostei bastante das ótimas "Jacksonville" e "Right Behind You", com a clássica mistura de balada e música eletrônica do The Killers.


Brandon Flowers - "Jacksonville"

Flamingo não vai converter quem não gosta do estilo característico de compor de Flowers. Mas dificilmente quem gosta de The Killers não vai gostar desse disco. Para estes, Flamingo é uma recomendação fácil.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Vídeo: Green Jellÿ - Three Little Pigs

Para variar um pouco o estilo dos posts (além de descontrair a sexta-feira) segue uma versão musical "ultra-fucking-hardcore" da história dos "3 Porquinhos" pela banda cômica Green Jellÿ:


Green Jellÿ - Three Little Pigs

Letra para acompanhar:

Why don't you sit right back, and I, I may tell you a tale.
A tale of 3 little pigs and a...big...BAD... WOLF!
Well, the first little piggy, well, he was kinda hick,
He spent most of his days just a-dreamin' of the city,
And then one day, he bought a guitar,
He moved to Hollywood to become a star,
But living on the farm, he knew nothing of the city,
Built his house outta straw, what a pity,
Then one day, jammin' on some chords,
Along came the wolf, knockin' on his door.
''Little pig, little pig, let me in.''
''Not by the hair of my chiny-chin-chin.''
''Little pig, little pig, let me in.''
''Not by the hair of my chiny-chin-chin.''
''Well, I'll huff and I'll puff and I'll blow your house in. Huffand puff and blow your house in.
Huff and puff and blow your house in. Huffin' and a-puffin' andI'll blow your house in!''
Well, the second little piggy, well, he was kinda stokin',
Spent most of his days just-a ganja smokin',
Hoppin' and a-boppin' down on Venice Beach,
Gettin' paid money for religious speech,
Built his shelter from what he garbage picked,
Mostly made up of old cans and sticks,
Then one day he was crankin' out Bob Marley,
Along came the wolf on his big, bad Harley.
''Little pig, little pig, let me in.''
''Not by the hair of my chiny-chin-chin.''
''Little pig, little pig, let me in.''
''Not by the hair of my chiny-chin-chin.''
''Well, I'll huff and I'll puff and I'll blow your house in. Huffand puff and blow your house in.
Huff and puff and blow your house in. Huffin' and a-puffin' andI'll blow your house in!''
Well, the third piggy was a grade A student,
His daddy was a rock star named Pig Nugent,
Earned his Master's Degree from Harvard College,
Built his house from his architect knowledge,
A tri-level mansion, Hollywood Hills,
Daddy's rock stardom paid for the bills,
Then one day came the old house masher,
The big bad wolf, the little piggy slasher,
''Little pig, little pig, let me in.''
''Not by the hair of my chiny-chin-chin.''
''Little pig, little pig, let me in.''
''Not by the hair of my chiny-chin-chin.''
''Well, I'll huff and I'll puff and I'll blow your house in. Huffand puff and blow your house in.
Huff and puff and blow your house in. Huffin' and a-puffin' andI'll blow your house in!''
Well, the big bad wolf, well, he huffed and he puffed all that hecould,
And low and behold the little piggy's house stood,
''It's made out of concrete,'' the little piggy shouted,
The wolf just frowned as he pouted,
So they called 9-11, like any piggy would,
They sent out Rambo just as fast as they could,
Rambo: Yo, wolf face, I'm your worst nightmare! Your ass ismine!
Well, the wolf fell dead as you can plainly see,
And that's the end of story for you and me,
But still give a listen, you just may,
Hear the big wolf and little piggies say,
''Little pig, little pig, let me in.''
''Not by the hair of my chiny-chin-chin.''
''Little pig, little pig, let me in.''
''Not by the hair of my chiny-chin-chin.''
''Well, I'll huff and I'll puff and I'll blow your house in. Huffand puff and blow your house in.
Huff and puff and blow your house in. Huffin' and a-puffin' andI'll blow your house in!''
And the moral of the story is that bands with no talent

Can easily amuse idiots with a stupid puppet show.


Agradecimentos ao @kim_lima por ter me enviado o vídeo !

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Review: The Temper Trap - Conditions


  1. Love Lost (3:33)
  2. Rest (3:52)
  3. Sweet Disposition (3:54)
  4. Down River (3:40)
  5. Soldier On (3:45)
  6. Fader (5:55)
  7. Fools (4:33)
  8. Resurrection (5:31)
  9. Science of Fear (4:17)
  10. Drum Song (3:20)
A banda australiana The Temper Trap recebeu considerável atenção quando lançou seu primeiro álbum, Conditions, em 2009. Sobretudo o single "Sweet Disposition", tocado a exaustão, fez a banda ganhar popularidade quase instantânea.

Apesar de contar com alguns clichês de bandas que querem ser ouvidas em rádios (músicas curtas e refrões pegajosos), Conditions possui vários momentos interessantes. O primeiro grande destaque é o vocalista Dougy Mandagi, que possui uma voz versátil (como em "Rest", com muitas variações) e que agrada facilmente desde a primeira faixa, "Love Lost", que deve ficar excelente ao vivo.


The Temper Trap - Love Lost

"Sweet Disposition" é aquela música formatada para fazer sucesso como single. Mas realmente a faixa possui uma melodia agradável, com uma bateria pulsante e mais um bom vocal dominante.


The Temper Trap - Sweet Disposition

"Down River", a faixa mais original, possui sons e coros mais diversos, enquanto a lenta e dedilhada "Soldier On" apresenta uma interessante mudança de ritmo no final. A energética (porém genérica) "Fader" é a faixa mais pop e descartável do álbum, na minha opinião. A melancólica "Fools" vem em constraste, e soa exatamente como uma música do U2, trocando somente o vocal.

"Resurrection" é outro destaque, com excelentes vocais de Mandagi. Por incrível que pareça, existe uma aura Pink Floydiana muito bem vinda por aqui. "Science of Fear" soaria ainda mais genérica se não tivesse alguns efeitos sonoros e trechos de gravações. O disco termina com a instrumental "Drum Song", que é inesperadamente interessante, com boas variações de bateria e riffs de guitarra.


The Temper Trap - Resurrection

Os australianos do The Temper Trap tiveram um início promissor. Conditions não chega a ser fantástico ou altamente recomendado, mas tem seus pontos altos que merecem a atenção de quem curte Indie Rock focado em um ótimo vocalista. O comentário mais engraçado que li sobre essa banda foi "The Temper Trap pode muito bem se tornar um Coldplay que está OK se você gostar". O pior que é isso mesmo...

sábado, 27 de novembro de 2010

Review: Explosions In The Sky - The Earth Is Not a Cold Dead Place


  1. First Breath After Coma (9:33)
  2. The Only Moment We Were Alone (10:14)
  3. Six Days at the Bottom of the Ocean (8:43)
  4. Memorial (8:50)
  5. Your Hand in Mine (8:16)

A banda americana Explosions In The Sky foi minha introdução no mundo do Post Rock, uma mistura de Rock, Jazz, Prog e música ambiente experimental. The Earth Is Not a Cold Dead Place, lançado em 2003, é o terceiro álbum do grupo e provavelmente o meu preferido de todo o gênero.

O disco é bastante homogêneo, com as 5 músicas (todas com mais de 8 minutos) se interconectando de maneira bastante natural. As faixas podem ser resumidas por ondas alternadas de guitarras sutis, acompanhadas por uma bateria muitas vezes minimalista, com algumas mudanças de ritmo súbitas, como em "First Breath After Coma" e "The Only Moment We Were Alone". Logo em seguida, sem pausa, inicia "Six Days at the Bottom of the Ocean", possivelmente a faixa mais agradável do álbum. Impressionante os lindos sons feitos com as guitarras por aqui.


Explosions In The Sky - Six Days at the Bottom of the Ocean

É bem interessante a meneira como a banda consegue fazer os instrumentos conduzirem as melodias de maneira tão suave e tão tranquila. As cordas são tão expressivas que você corre o risco de nem perceber que não existe vocal. Essa característica é bem marcante na faixa "Memorial", certamente uma das mais belas. "Your Hand in Mine" termina o disco com o mesmo tom de suavidade, formando facilmente um loop com a primeira música.


Explosions In The Sky - Memorial

A viagem musical proporcionada por The Earth Is Not a Cold Dead Place é extremamente recompensadora. Suas notas parecem se expressar de uma maneira diferente cade vez que você as escuta, mas sempre causando um clima de tranquilidade. Altamente recomendado para relaxar ou simplesmente vagar em meio a pensamentos tão abstratos quanto as próprias melodias.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Review: Riverside - Out of Myself


  1. The Same River (12:01)
  2. Out of Myself (3:43)
  3. I Believe (4:14)
  4. Reality Dream (6:15)
  5. Loose Heart (4:50)
  6. Reality Dream II (4:45)
  7. In Two Minds (4:38)
  8. The Curtain Falls (7:59)
  9. OK (4:46)
Este álbum foi um dos mais cotados por mim para o primeiro post do Cancelando Ruído. Na verdade, nem saberia dizer porque In Absentia levou a disputa. Com uma introdução dessas já pode-se ver o quanto eu aprecio essas 9 músicas aí em cima.

Out of Myself, lançado em 2003, é o primeiro disco da banda progressiva polonesa Riverside. E como todo debut de banda, especialmente daquelas que se consideram representantes do Prog, precisava mostrar algo diferente, chamativo e relevante. Mas o Riverside talvez tenha exagerado um pouco e ido além dessa premissa...

Quando acabei de ouvir "The Same River" já tinha a convicção de que essa banda seria excepcional. A introdução radiofônica, as linhas evasivas de guitarra/baixo cercadas pela bateria segura e a cortina de vocais suaves de Mariusz Duda (que também é baixista) são um início interessante. Então começam os teclados e mellotrons de Jacek Melnicki, ajudando a compor o ambiente. Na metade da música, quando os vocais tomam forma de vez, as camadas de som já são tantas que você se perde na corrente de melodias. Sem medo de ser precipitado, posso afirmar que essa é uma das melhores faixas progressivas que já escutei. E lembrem que é a primeira música do primeiro álbum da banda !


Riverside - The Same River

"Out of Myself" é claramente mais tensa, mostrando a face Progressive Metal da banda, com vocais nervosos que começam leves mas terminam em gritos que contrastam com a beleza dos teclados. "I Believe" começa com cara de interlúdio, com trechos de conversa. Mas o violão que se inicia logo em seguida, acompanhado por Duda no seu melhor momento do disco, torna essa melancólica música imperdível. "Reality Dream" quebra o ritmo lento, com 6 minutos instrumentais mais acelerados de alta qualidade.

A melancolia retorna em "Loose Heart", com solos suaves que denunciam as influências Floydianas e de bandas como Porcupine Tree, o que na verdade é quase uma recursão. Mesmo com os pseudo-guturais no final da música, essa faixa é predominantemente suave e melódica. O clima soturno é seguido pela "Reality Dream II", outra trilha instrumental preenchida com várias camadas sonoras.

Sussurros dão início a "In Two Minds", que possui como destaque as melodias vocais de Duda que parecem se misturar às passagens instrumentais e resultam em uma belíssima ambientação sonora. Uma das melhores do álbum.


Riverside - In Two Minds

"The Curtain Falls" é talvez a música mais completa em Out of Myself. Início e fim suaves, tom psicodélico ditado por coros e sussuros, linha de baixo acelerada e mais uma guitarra nos moldes Floydianos colocam essa música em uma segura segunda posição no disco.


Riverside - The Curtain Falls

"OK" fecha o álbum em um clima lento, suave e atmosférico. inlusive com a presença de um melódico trombone. Alguns podem achar sonolenta demais, outros simplesmente irão aproveitar.

O Riverside teve um início excelente com Out of Myself, trazendo composições elaboradas e agradáveis. Mais empolgante ainda é saber que a banda possui outros 3 discos tão bons ou até melhores, que são obrigatórios para quem como eu já havia se impressionado com este daqui.
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